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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tempo de Deus. II


Dá-nos pernas que se movimentem em passos ligeiros ao encontro do Senhor e da tua doce presença. Controla nossa mente e inunda-a com tuas promessas, teus feitos, teu caráter irrepreensível. Dá-nos coração sensível e confiante, moldado pelo fogo ardente do teu amor sacrificial, amor que já ardia por nós quando nem ao menos existíamos. Refrigera nossa alma com teu descanso incomparável. Socorre-nos em nossa fragilidade e ajuda-nos a esperar pela tua provisão, no tempo apropriado. Ajuda-nos a crer que continuas o mesmo, agindo sempre no tempo certo, sem nunca se atrasar, mesmo quando nossos olhos enxergam uma realidade que parece contradizer essa verdade.

Quatro dias! Todos achavam que cheirava mal. Porém esse era o teu tempo para exaltar teu próprio nome por meio da ressureição de Lázaro e, assim, realizar obra infinitamente maior. Quantas vezes achamos que existem coisas que já estão apodrecendo por descuido de tua parte, Pai! Por um atraso imperdoável dos céus! Que vergonha! Ajuda-nos a crer e, assim, veremos a glória de Deus!

Como o nosso coração impetuoso precisa de ti! Aquieta-nos no tempo da incerteza. Leva todo medo. Ensina-nos a descansar na paz da tua vontade perfeita. Aviva nossa Alma. Renova nossa esperança. Conduze-nos, ou melhor, carrega-nos amorosamente pelo caminho desafiante da dependência incondicional.

Assim, em meio a lutas, nossos lábios declararão: “Quanto a nós, nossos olhos estão fitos em ti. Nossas vidas em tuas mãos.

Confiados nessa inquestionável certeza, podemos dizer que tudo vai bem – excedendo todo entendimento, misteriosamente bem. Pois o teu relógio continua pontual e teus planos de amor caminham exatamente dentro do cronograma arquitetado para o louvor de tua glória e para nosso crescimento. Dessa forma, nossa alma não se abaterá, nem se perturbará, mas tão-somente esperará em ti.

Edleia M. Lopes Rodrigues – Revista Ultimato nº326.

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