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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tempo de Deus. I


Lemos a bíblia, admiramos suas tramas perfeitas e nos maravilhamos com a presença inconfundível do Deus Eu Sou agindo sempre de maneira extraordinária. Sua pontualidade inequívoca causa-nos perplexidade.

Abriu o mar na hora exata, quando o povo de Israel já enxergava o inimigo com dimensões gigantescas. A pedra que atingiu Golias o abateu no momento exato em que partia furioso em direção ao pequeno pastor de ovelhas. E se Davi errasse o alvo? Haveria tempo para um segundo arremesso? O fogo desceu dos céus de forma pontual, na hora em que o profeta Elias o invocava. Mais tarde, o profeta suplicou por chuva e, no momento certo, Deus abriu as comportas do céu.

No tempo de Deus o profeta Eliseu chegou à casa da viúva e lhe multiplicou o azeite, na hora em que ela se via afligida por uma angustiante necessidade. Somente na sétima vez que mergulhou no Jordão foi que Naamã se viu livre e limpo do seu mal. As muralhas de Jericó só vieram abaixo no sétimo dia, na sétima volta, no chronos intrigante de Deus. E esse mesmo Deus, em questão de segundos, não permitiu que Abraão imolasse o próprio filho.

Tempo de Deus. Quantas dúvidas invadem nosso coração quando o assunto é esse. E como é difícil nos submetermos a ele! Nossas pernas insistem em correr, nossos braços teimam em lutar, nossa mente se recusa a descansar, nosso coração se debate e convulsiona em crises profundas, solitárias e confusas.

Deus! Aquieta-nos! Mais que isso, Senhor, transforma-nos.

CONTINUA ...

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